segunda-feira, 24 de outubro de 2011

lençóis de mil fios.

quem não se assustaria.
se tentassem te roubar a alma com narinas alheias?!
esforço vão do tinhoso, desejoso de consumirme os dias
e a noite usar meus pecados e fazer-me deusa.

silenciosa, saio e ouço os passos do silêncio fazendo-me companhia.
meu salto fajuto pertuba toda a presença que remete a silêncio
odioso como sempre, sorri e dobra a esquina levando seu sorriso consigo

eu tive que sair. eu tive que ir embora. - te digo
me apertava com tanta força que senti meu corpo fundir-se ao teu.
mas a alma não. não com narinas. não com teu corpo.
nem com pactos sutis.

Deus, lá de cima deve me olhar e nãome ver.

- boa sorte, Iza.