é aquela
sensação de antes da morte: um prazer absoluto em sentir-se vivo.
Todo mundo já
se imaginou ou se imagina morrendo. A morte é um desejo interno que escorre
como saliva entre os dentes.
Famintos. As
pessoas se enxergam pequenininhas. Se observam com desdém querendo esconder
suas inseguranças atrás de couro e marca. Como gados marcados para o abate.
A merda. Ela é
o melhor o que você pode ser. Um pedaço de picanha suína cheia de hormônios. Ou
a menstruação da galinha sem casca, cozida com agua e sal. O ciclo da merda, te
leva a terra. Te faz feliz. A merda é boa. É bom ser merda.
Aos poucos
você não é o que você pensa. Longe
disso. As coisas empacotadinhas em
sachês descartáveis tem tanta importância que as roubamos ao sair de um motel
fuleiro.
A vida
descartável. O sêmen vai embora no lixo empacotadinha em sachês de camisinha. A
camisinha é o sapatinho da cinderela do século xxi.
Você não ama.
Só se acostuma com a razão persuasiva de precisar de alguém. Talvez você se
acostume com o olhar de deus desgostoso ao te ver caminhar com vergonha de
estar viva nessa vida de merda.
Você não é o
seu emprego. Nem o que te resta na carteira. Não é o que você cheira. Não é o
que você fuma. O que você come vira merda. Vira você. Você é a merda antes de
sair de você. Porque sem ela, nem merda você é.
Então, quem é
você?
A verdade nua e crua...Tava sentindo tua falta IZA!
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