segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

- e agora, Deus?

- e agora, Deus?
pergunto. o silêncio se repete instintivamente.
a vida fica querendo me foder todo dia e eu não apresento defesa.
engulo pelas beiradas. tapando o nariz  e fingindo respeito.
- é como engolir um balde de merda todos os dias.
todo dia tem os pseudointelectuais mastigando minha paciência com suas frases de efeito.
todo dia tem os engraçadinhos que só porque te fazem rir acham que podem te comer.
todo dia tem as mulherzinhas disfarçadas de complicadas, achando que é interessante.
todo dia tem gente errando e pedindo perdão por ser humano pra outro ser humano.
todo dia tem político roubando. e todo dia aparecem mais.
todo dia tem gente sendo morta. e todo dia aparecem mais.
todo dia eu tenho que marchar e fingir que ainda acredito.
todo dia eu tenho que ser outra de mim.
todo dia alguém quer invadir sua vida, seu espaço e sua cabeça com conversinhas efusivas, me exorcisando a cada dia.

é que eu não me aconselho.
não é que eu não goste das pessoas, é só que eu não me adapto a elas.

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